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amarelo
Nível de Risco
Existência de indícios de possíveis problemas que possam afetar significativamente o sector petrolífero.A probabilidade de se tornar uma ameaça real é baixa, mas deverá existir uma monitorização contínua da situação.

Causas:
Instabilidade causada pela guerra no Médio Oriente.

No Dia Mundial da Energia, ENSE reforça que a resiliência começa antes da crise

29/05/2026

A ENSE participou no Seminário da APE e da ADENE, no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Energia 2026, onde defendeu a importância de uma abordagem equilibrada entre transição energética, descarbonização, resiliência das infraestruturas e segurança do abastecimento.

Subordinada ao tema “Energia: Resistir à Pressão”, a iniciativa reuniu representantes de entidades públicas, operadores e especialistas do setor para refletir sobre os desafios da resiliência energética, num contexto marcado por crises sucessivas, pressão sobre infraestruturas críticas, transformação tecnológica e necessidade de reforço da segurança do abastecimento. O Seminário foi promovido pela APE e ocorreu na Sala dos Geradores do MAAT Central, em Lisboa.

Alexandre Fernandes, Presidente do Conselho de Administração da ENSE, integrou o painel “Infraestruturas: resistir, responder e recuperar”, moderado por José Roque, Energy Segment & Business Transformation Lead da EY Portugal. A sessão contou também com a participação de José Ferrari Careto, CEO da E-REDES, Gabriel Sousa, CEO da Floene, e António Comprido, Secretário-Geral da EPCOL.

No debate, a ENSE sublinhou que as crises que marcaram a presente década — da pandemia de COVID-19 à guerra na Ucrânia, passando pelas tensões no Estreito de Ormuz — devem servir como ponto de reflexão para repensar a estratégia energética, os objetivos de descarbonização e o ritmo da transição energética, sem perder de vista a necessidade de garantir a segurança energética. A aceleração da transição deve, por isso, ser acompanhada por instrumentos robustos de preparação, resposta e recuperação, capazes de proteger o abastecimento, a economia e os cidadãos em momentos de pressão sobre o sistema.

Neste enquadramento, foi destacada a importância de uma abordagem preventiva à segurança energética, centrada na capacidade de antecipar riscos, reforçar mecanismos de resposta e assegurar que o país dispõe dos instrumentos necessários para enfrentar perturbações externas, constrangimentos logísticos ou situações de instabilidade nos mercados internacionais.

 

Fonte: ENSE