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amarelo
Nível de Risco
Existência de indícios de possíveis problemas que possam afetar significativamente o sector petrolífero.A probabilidade de se tornar uma ameaça real é baixa, mas deverá existir uma monitorização contínua da situação.

Causas:
Instabilidade causada pela guerra no Médio Oriente.

Introduções ao Consumo registam queda de 10,65% em maio

17/06/2026

As introduções ao consumo de produtos petrolíferos, em Portugal, registaram no passado mês de maio uma descida de 10,65% (-84 011 toneladas) face ao período homólogo do ano anterior. Esta evolução foi marcada por uma redução de 6,76% na Gasolina, uma contração de 15,31% no Gasóleo (sem Jet) e uma diminuição de 17,74% na Categoria C (sustentada fundamentalmente pela queda de 27.27% no Fuel e com a diminuição de 14,29% no GPL). Em sentido contrário, o Jet registou um crescimento de 1,00%, evidenciando a manutenção da procura associada ao transporte aéreo.

Estes resultados refletem uma desaceleração transversal da procura na maioria das categorias de produtos petrolíferos, num contexto de ajustamento dos níveis de consumo após períodos de maior dinamismo registados no ano anterior. Esta evolução poderá também estar associada à instabilidade geopolítica no Médio Oriente, que tem contribuído para um ambiente de maior incerteza nos mercados energéticos e para uma maior prudência nas decisões de consumo e aprovisionamento. Apesar da contração global do mercado, o crescimento verificado no Jet confirma a resiliência da atividade do transporte aéreo e do fluxo turístico, que continua a sustentar a procura deste combustível. Será importante acompanhar a evolução dos próximos meses para avaliar se esta tendência representa uma correção pontual ou o início de um período de menor consumo energético.

IC's de Maio de 2026 | Comparação com o mês anterior
Introduções ao Consumo (ton)Abr/26Mai/26VariaçãoVariação (%)
Cat. A - Gasolina112 026110 101-1 925-1,72%
Cat. B - Gasóleo (sem jet)383 456381 463-1 993-0,52%
Cat. B - Jet160 811172 81712 0067,47%
Cat C - GPL + Fuel 42 07340 703-1 370-3,26%
Totais698 366705 0856 7190,96%
Fonte: ENSE, Balcão Único da Energia

Face ao mês anterior, as introduções ao consumo de produtos petrolíferos em Portugal registaram, em maio de 2026, um ligeiro aumento de 0,96% (+6 719 toneladas). Embora se tenham verificado quebras em todas as categorias, exceto no Jet, o forte crescimento do combustível de aviação compensou estas reduções, permitindo um aumento e sustentando uma evolução positiva do consumo total.

IC's de Maio de 2026 | Comparação com o Período Homólogo
Introduções ao Consumo (ton)Mai/25Mai/26VariaçãoVariação (%)
Cat. A - Gasolina118 078110 101-7 976-6,76%
Cat. B - Gasóleo (sem jet)450 432381 463-68 969-15,31%
Cat. B - Jet171 105172 8171 7121,00%
Cat C - GPL + Fuel 49 48040 703-8 777-17,74%
Totais789 095705 085-84 011-10,65%

Analisando os valores totais acumulados entre janeiro e maio de 2026, constata-se uma ligeira subida de 0,06% face ao período homólogo de 2025, traduzindo-se num acréscimo de 2 250 toneladas nas introduções ao consumo de produtos petrolíferos. Para esta evolução contribuíram, sobretudo, os crescimentos de 4,79% na Gasolina e de 4,56% no Jet, que compensaram as reduções de 2,18% no Gasóleo e de 4,03% na Categoria C (com -20,19% no Fuel e um +0.87% no GPL) .

Em termos acumulados, as introduções ao consumo totalizaram 3 495 865 toneladas nos primeiros cinco meses de 2026, face a 3 493 615 toneladas no período homólogo do ano anterior. Apesar da praticamente estabilização do consumo global, mantém-se uma dinâmica diferenciada entre segmentos, com os combustíveis associados à mobilidade ligeira e ao transporte aéreo a evidenciarem um desempenho positivo, enquanto as restantes categorias registam níveis de consumo inferiores aos observados em 2025.

Introduções ao Consumo | Total Acumulado Janeiro a Maio 2026
Total de Introduções ao Consumo (ton) Janeiro a Abril20252026Variação Homóloga (%)
Categoria A516 219540 9404,79%
Categoria B (sem jet)2 021 5781 977 508-2,18%
Categoria B (Jet)699 966731 8794,56%
Categoria C255 851245 537-4,03%
Totais3 493 6153 495 8650,06%

A ENSE, como habitualmente, na qualidade de Entidade Central de Armazenagem portuguesa, acompanha de perto a evolução destes indicadores centrais, por forma a projetar as futuras obrigações de constituição de reservas de petróleo bruto e produtos petrolíferos que deverão ser garantidas por esta entidade.