Skip to main content
amarelo
Nível de Risco
Existência de indícios de possíveis problemas que possam afetar significativamente o sector petrolífero.A probabilidade de se tornar uma ameaça real é baixa, mas deverá existir uma monitorização contínua da situação.

Causas:
Instabilidade causada pela guerra no Médio Oriente.

Introduções ao Consumo em julho crescem 2,16%

19/08/2026

As introduções ao consumo de produtos petrolíferos em Portugal registaram, no passado mês de julho, um aumento de 2,16% (+17 618 toneladas) face ao período homólogo do ano anterior. Esta evolução foi marcada por um crescimento de 4,32% na Gasolina, de 2,21% no Gasóleo (sem Jet) e de 1,12% no Jet. Em sentido contrário, a Categoria C registou uma ligeira redução de 0,13%, mantendo-se, ainda assim, praticamente ao nível observado em julho de 2025.

Os dados de julho evidenciam, assim, uma evolução homóloga positiva na generalidade das principais categorias de produtos petrolíferos. Em termos absolutos, o Gasóleo (sem Jet) apresentou o maior contributo para o crescimento, com um acréscimo de cerca de 9 906 toneladas, seguido da Gasolina, com mais 5 662 toneladas, e do Jet, com um aumento de aproximadamente 2 114 toneladas. A estabilidade registada na Categoria C, cuja redução se limitou a cerca de 63 toneladas, reforça o carácter transversal do crescimento observado no mês.

IC's de Julho de 2026 | Comparação com o Período Homólogo
Introduções ao Consumo (ton)Jul/25Jul/26VariaçãoVariação (%)
Cat. A - Gasolina131 177136 8385 6624,32%
Cat. B - Gasóleo (sem jet)448 616458 5219 9062,21%
Cat. B - Jet188 445190 5592 1141,12%
Cat C - GPL + Fuel 47 13147 069-63-0,13%
Totais815 369832 98717 6182,16%
Fonte: ENSE, Balcão Único da Energia

Face ao mês anterior, as introduções ao consumo de produtos petrolíferos registaram, em julho de 2026, um aumento expressivo de 12,95% (+95 531 toneladas). Esta evolução foi transversal a todas as categorias analisadas, com destaque para a Categoria C, que cresceu 17,97%, e para a Gasolina, com um aumento de 16,00%. O Gasóleo (sem Jet) registou igualmente um crescimento significativo, de 12,82%, enquanto o Jet aumentou 10,03%.

O crescimento generalizado face a junho traduz uma aceleração das introduções ao consumo durante o mês de julho, com todas as categorias a contribuírem positivamente para o resultado global.

IC's de Julho de 2026 | Comparação com o mês anterior
Introduções ao Consumo (ton)Jun/26Jul/26VariaçãoVariação (%)
Cat. A - Gasolina117 967136 83818 87216,00%
Cat. B - Gasóleo (sem jet)406 409458 52152 11312,82%
Cat. B - Jet173 182190 55917 37610,03%
Cat C - GPL + Fuel 39 89847 0697 17017,97%
Totais737 456832 98795 53112,95%

Analisando os valores acumulados entre janeiro e julho de 2026, verifica-se uma ligeira redução de 0,16% face ao período homólogo de 2025, correspondente a uma diminuição de cerca de 8 290 toneladas nas introduções ao consumo de produtos petrolíferos.

Para esta evolução contribuíram, em sentido positivo, os crescimentos de 4,30% na Gasolina e de 2,98% no Jet, que não foram suficientes para compensar as reduções de 1,97% no Gasóleo (sem Jet) e de 4,52% na Categoria C.

Em termos acumulados, as introduções ao consumo totalizaram 5 066 307 toneladas nos primeiros sete meses de 2026, face a 5 074 597 toneladas no período homólogo de 2025. O consumo global mantém-se, deste modo, praticamente estabilizado face ao ano anterior, embora se mantenha uma dinâmica diferenciada entre segmentos, com a Gasolina e o Jet a apresentarem uma evolução positiva, enquanto o Gasóleo e a Categoria C permanecem abaixo dos níveis registados em 2025.

Introduções ao Consumo | Total Acumulado Janeiro a Julho 2026
Total de Introduções ao Consumo (ton) Janeiro a Julho20252026Variação Homóloga (%)
Categoria A762 928795 7454,30%
Categoria B (sem Jet)2 899 5542 842 438-1,97%
Categoria B (Jet)1 063 8851 095 6202,98%
Categoria C348 231332 504-4,52%
Totais5 074 5975 066 307-0,16%

A ENSE, como habitualmente, na qualidade de Entidade Central de Armazenagem portuguesa, acompanha de perto a evolução destes indicadores centrais, por forma a projetar as futuras obrigações de constituição de reservas de petróleo bruto e produtos petrolíferos que deverão ser garantidas por esta entidade.