Skip to main content
amarelo
Nível de Risco
Existência de indícios de possíveis problemas que possam afetar significativamente o sector petrolífero.A probabilidade de se tornar uma ameaça real é baixa, mas deverá existir uma monitorização contínua da situação.

Causas:
Instabilidade causada pela guerra no Médio Oriente.

Introduções ao Consumo caem 0,68% em setembro

19/10/2026

As introduções ao consumo de produtos petrolíferos em Portugal registaram, no passado mês de setembro, uma redução de 0,68% (-5 242 toneladas) face ao período homólogo do ano anterior. Esta evolução resultou, sobretudo, da diminuição de 3,72% no Gasóleo (sem Jet), parcialmente compensada pelos crescimentos verificados nas restantes categorias. O Jet registou um aumento de 3,67%, a Gasolina cresceu 2,57% e a Categoria C apresentou um acréscimo de 1,85%.

Em termos absolutos, a redução registada no Gasóleo (sem Jet), correspondente a cerca de 15 710 toneladas, constituiu o principal contributo para a contração do consumo total. Esta evolução foi parcialmente compensada pelos acréscimos verificados no Jet, de aproximadamente 6 518 toneladas, na Gasolina, de cerca de 3 036 toneladas, e na Categoria C, de 914 toneladas.

IC's de Setembro de 2026 | Comparação com o Período Homólogo
Introduções ao Consumo (ton)Set/25Set/26VariaçãoVariação (%)
Cat. A - Gasolina118 220121 2553 0362,57%
Cat. B - Gasóleo (sem jet)421 937406 227-15 710-3,72%
Cat. B - Jet177 639184 1576 5183,67%
Cat C - GPL + Fuel 49 49350 4079141,85%
Totais767 288762 046-5 242-0,68%
Fonte: ENSE, Balcão Único da Energia

Face ao mês anterior, as introduções ao consumo registaram, em setembro de 2026, um aumento de 2,47% (+18 361 toneladas). Esta evolução refletiu, sobretudo, o crescimento de 8,09% no Gasóleo (sem Jet) e de 19,46% na Categoria C. Em sentido contrário, a Gasolina apresentou uma redução de 9,55%, enquanto o Jet registou uma diminuição de 3,90%.

A análise das variações em toneladas evidencia que o aumento verificado no Gasóleo (sem Jet), correspondente a cerca de 30 421 toneladas, constituiu o principal contributo para o crescimento mensal, acompanhado pelo acréscimo de aproximadamente 8 213 toneladas na Categoria C. Estes aumentos compensaram as reduções registadas na Gasolina, de cerca de 12 804 toneladas, e no Jet, de aproximadamente 7 470 toneladas.

IC's de Setembro de 2026 | Comparação com o mês anterior
Introduções ao Consumo (ton)Ago/26Set/26VariaçãoVariação (%)
Cat. A - Gasolina134 059121 255-12 804-9,55%
Cat. B - Gasóleo (sem jet)375 806406 22730 4218,09%
Cat. B - Jet191 627184 157-7 470-3,90%
Cat C - GPL + Fuel 42 19450 4078 21319,46%
Totais743 685762 04618 3612,47%

No período acumulado entre janeiro e setembro de 2026, as introduções ao consumo de produtos petrolíferos totalizaram 6 572 039 toneladas, o que representa uma redução de 0,79% (-52 097 toneladas) face às 6 624 136 toneladas registadas no período homólogo de 2025.

A evolução acumulada continua a evidenciar comportamentos distintos entre categorias. A Gasolina apresenta um crescimento de 3,63% e o Jet de 3,09%, enquanto o Gasóleo (sem Jet) regista uma redução de 3,10% e a Categoria C uma diminuição de 3,88%.

No balanço acumulado, a contração do Gasóleo (sem Jet), de aproximadamente 115 787 toneladas, constitui o principal fator explicativo da redução acumulada, parcialmente compensada pelos aumentos registados no Jet, de cerca de 44 067 toneladas, e na Gasolina, de aproximadamente 36 796 toneladas. Apesar destas variações, o volume global de introduções ao consumo nos primeiros nove meses de 2026 mantém-se próximo dos níveis registados no período homólogo de 2025.

Introduções ao Consumo | Total Acumulado Janeiro a Agosto 2026
Total de Introduções ao Consumo (ton) Janeiro a Setembro20252026Variação Homóloga (%)
Categoria A1 014 2641 051 0603,63%
Categoria B (sem Jet)3 740 2583 624 471-3,10%
Categoria B (Jet)1 427 3371 471 4033,09%
Categoria C442 277425 104-3,88%
Totais6 624 1366 572 039-0,79%

A ENSE, como habitualmente, na qualidade de Entidade Central de Armazenagem portuguesa, acompanha de perto a evolução destes indicadores centrais, por forma a projetar as futuras obrigações de constituição de reservas de petróleo bruto e produtos petrolíferos que deverão ser garantidas por esta entidade.