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amarelo
Nível de Risco
Existência de indícios de possíveis problemas que possam afetar significativamente o sector petrolífero.A probabilidade de se tornar uma ameaça real é baixa, mas deverá existir uma monitorização contínua da situação.

Causas:
Instabilidade causada pela guerra no Médio Oriente.

Alexandre Fernandes sublinha papel da ENSE na resiliência do setor energético nacional em Programa da Rádio Renascença

25/05/2026

A segurança energética exige preparação, capacidade técnica e uma leitura permanente dos riscos globais. Na entrevista concedida à Rádio Renascença, no âmbito do Programa “Dúvidas Públicas”, Alexandre Fernandes, Presidente do Conselho de Administração Entidade Nacional para o Setor Energético, abordou alguns dos principais desafios que marcam o setor energético: a instabilidade geopolítica, a evolução dos preços dos combustíveis, a gestão das reservas estratégicas, a fiscalização do mercado e a transição energética.

Num contexto internacional condicionado pela tensão no Médio Oriente e pelo papel estratégico do Estreito de Ormuz, foi sublinhado que os mercados energéticos continuam altamente expostos a fatores externos. A formação de preços depende da oferta, da procura, da logística internacional, da capacidade de refinação, dos fluxos comerciais e da componente especulativa dos mercados.

A entrevista destacou também a importância de distinguir reservas estratégicas de stocks comerciais. Em Portugal, a gestão das reservas petrolíferas constitui um instrumento essencial para reforçar a resiliência do sistema energético nacional e assegurar capacidade de resposta perante situações de perturbação no abastecimento.

Outro ponto central foi a fiscalização do setor energético. A ENSE acompanha áreas como os combustíveis líquidos, o gás natural veicular, a mobilidade elétrica, a qualidade dos produtos, o cumprimento das obrigações legais e os procedimentos associados ao licenciamento e às inspeções periódicas. Esta atuação é determinante para a proteção dos consumidores, para a transparência do mercado e para a confiança nos operadores.

A transição energética foi igualmente enquadrada como um processo exigente, que implica novas soluções de armazenamento, maior descentralização da produção, reforço das redes elétricas e adaptação das infraestruturas à crescente eletrificação da mobilidade.

A mensagem é clara: a transição energética deve avançar com ambição, mas também com segurança, planeamento e capacidade de resposta. Num setor estratégico para a economia e para os cidadãos, a resiliência não é opcional — é uma condição essencial.

Veja a entrevista, completa, aqui: