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Nivel de risco

Amarelo
Existência de indícios de possíveis problemas que possam afetar significativamente o sector petrolífero. A probabilidade de se tornar uma ameaça real é baixa, mas deverá existir uma monitorização contínua da situação.

Causas:
Devido ao surto de COVID-19, a ENSE está a monitorizar em permanência o normal funcionamento do Sistema Petrolífero Nacional.

Introduções ao Consumo de gasóleo e gasolina continuaram a cair em maio

19/06/2020

Num momento em que são ainda sentidas as consequências da propagação global da pandemia provocada pela Covid-19, nomeadamente um cenário de crise no nível de atividade económica, a ENSE divulga a sua mais recente análise das introduções ao consumo registadas no Balcão Único da Energia no passado mês de maio.

Analisando por tipo de produto, assinalam-se quedas homólogas significativas na gasolina e no gasóleo (-34,51% e -21,67%, respetivamente), bem como no jet (-91,94%), o mais afetado pelo impacto deste surto no transporte aéreo.

Deste modo e, no que diz respeito às diferentes categorias, a evolução no mês de maio, foi a seguinte:

 

Introduções ao Consumo de Gasolinas (em toneladas) 2019 2020 Variação Homóloga
Abril 91 492 35 392 -61,32%
Maio 94 036 61 585 -34,51%

 

Fonte: Balcão Único da Energia da ENSE

 

Introduções ao Consumo de Gasóleos, excluindo o JET (em toneladas) 2019 2020 Variação Homóloga
Abril 424 383 235 172 -44,59%
Maio 433 610 339 668 -21,67%

 

Fonte: Balcão Único da Energia da ENSE

 

Introduções ao Consumo de JET (em toneladas) 2019 2020 Variação Homóloga
Abril 125 577 8 318 -93,38%
Maio 144 468 11 639 -91,94%

 

Fonte: Balcão Único da Energia da ENSE

 

Introduções ao Consumo de GPL e Fuel (em toneladas) 2019 2020 Variação Homóloga
Abril 58 843 57 933 -1,55%
Maio 62 268 53 613 -13,90%

 

Fonte: Balcão Único da Energia da ENSE

 

Estes dados mostram ainda um mês em que houve confinamento e restrição de atividades económicas, situação que só começou a ser invertida, faseadamente, em meados de maio, pelo que é natural que se veja um ligeiro acréscimo de introduções ao consumo, mas ainda longe dos valores históricos comparáveis para este mesmo período. Espera-se que durante os próximos meses os valores homólogos sejam, progressivamente, menos negativos, mas é expectável que ainda demore algum tempo até que entrem em linha com a evolução pré-pandemia.