A Entidade Nacional para o Setor Energético (ENSE) encontra-se a participar, entre os dias 13 e 16 de setembro, na reunião anual da ACOMES (Annual Coordinating Meeting of Entity Stockholders), que decorre este ano em Zadar, na Croácia, assumindo, pelo segundo ano consecutivo, a coordenação do respetivo Benchmarking Group.
O encontro reúne representantes das entidades responsáveis pela gestão de reservas estratégicas de produtos petrolíferos de vários países europeus, americanos e asiáticos, constituindo um espaço privilegiado para a partilha de experiências, análise de tendências e identificação de boas práticas na gestão das reservas estratégicas, com particular enfoque na eficiência, resiliência e capacidade de resposta dos sistemas nacionais de segurança energética.
A atual conjuntura geopolítica e energética assume particular destaque nesta edição da reunião, marcada por um contexto de elevada instabilidade e incerteza nos mercados internacionais. Entre os principais temas em análise encontra-se o impacto do fecho do Estreito de Ormuz, bem como as suas repercussões nos mercados petrolíferos, nas cadeias de abastecimento e na segurança energética a nível internacional.
Os participantes estão igualmente a partilhar as medidas adotadas ou equacionadas pelos diferentes países para responder aos efeitos da atual conjuntura. Neste contexto, a ENSE apresentou a experiência portuguesa e as medidas adotadas no âmbito da gestão das reservas estratégicas, contribuindo para a reflexão conjunta sobre a importância da diversificação das origens de abastecimento, da manutenção de níveis adequados de reservas e da capacidade de resposta perante situações de crise.
Marta Rocha, Chefe da Unidade de Reservas Petrolíferas da ENSE, sucede a Nuno Matias na coordenação do Benchmarking Group, dando continuidade ao trabalho desenvolvido no âmbito da ACOMES na recolha, análise e partilha de conhecimento técnico entre os seus membros.
A renovação da coordenação do grupo constitui um reconhecimento do contributo técnico da ENSE no âmbito da ACOMES e reforça o papel de Portugal na promoção da partilha de experiências e de referências comuns para uma gestão cada vez mais eficiente, resiliente e preparada para responder aos desafios de um contexto energético internacional marcado pela incerteza e pela rápida evolução dos riscos.